O estudo adotou a abordagem Simple cut-off (método 100/0 de conteúdo reciclado), recomendada pelo Greenhouse Gas Protocol e baseada nos princípios da ISO 14067 para escopo parcial. A unidade funcional é de 1 tonelada de matéria-prima para embalagem — comparando um cenário 100% virgem destinado a aterro sanitário com um cenário 100% reciclado em ciclo circular.
Para refletir a realidade brasileira, a modelagem realizou um inventário real de emissões de uma cooperativa de reciclagem em São Paulo/SP e incorporou as distâncias médias de transporte organizadas pela eureciclo. Para os demais dados, foram utilizados a base Ecoinvent 3.10 e os fatores de emissão do IPCC 2021.
Qual é o objetivo do estudo?
Apurar o impacto climático real para cada tonelada de material reciclado pela Faber-Castell. O estudo quantifica o benefício quando a indústria substitui matéria-prima virgem por reciclada — focando em quatro grupos: plásticos (PP, PE e PET), metais (alumínio e aço), papel e vidro.
Como foram definidos os cenários?
A emissão evitada foi calculada subtraindo o impacto do caminho circular (reciclagem) do impacto do caminho não circular (extração virgem + aterro). Os dois cenários extremos — 100% virgem vs. 100% reciclado — foram isolados para quantificar com clareza o potencial climático de referência de cada material.
Quais materiais têm maior impacto?
O alumínio lidera com 10,563 tCO₂e evitadas por tonelada reciclada. Na sequência: plásticos (média de 2,128 tCO₂e; PET isolado: 2,787 tCO₂e), aço/ferro (1,759 tCO₂e), papel (1,348 tCO₂e) e vidro (0,354 tCO₂e).
O cálculo assume 100% de aproveitamento?
Não. A metodologia inclui as perdas reais: fator de perda de 23% durante a triagem nas cooperativas (dado ABREMA) e fatores de ajuste da US EPA para o desperdício no beneficiamento final de cada material.